Banda de Rock anos 80 – The Cure
Ivan Ayres
O The Cure surge no cenário do rock dos anos 80, na Inglaterra, como um dos sons mais originais e viscerais, destacando-se e mais tarde firmando-se como uma das bandas mais importantes e inovadoras daquela época. Ao lado de outra banda inglesa The Police, foi uma das bandas mais bem sucedidas, com reconhecimento de público e crítica, tendo seus hits ouvidos até hoje. A banda, um quarteto formado por baixo, guitarra, teclados e bateria, como a maioria das bandas da época, tinha em como líder Robert Smith, produtor, cantor, compositor e multi-instrumentista.
A banda se firma como uma das mais originais dos anos 80, formando legiões de fãs impressionados com as suas músicas e visual depressivo-estranho dos seus integrantes. Suas letras inquietas, mas com guitarras nervosas, também se tornaram hits nas pistas de todo o mundo.
A banda passou por inúmeras fases, o que tornava seus álbuns sempre surpreendentes, instigando fãs e críticos. Do impacto inicial da canção “Boys dont cry”, um hit dos anos 80, com um refrão simples e poderoso, ritmo dançante, mas com uma letra densa, outras várias canções dos The Cure tornaram-se sucesso nas rádios, tais como: “Just like heaven, “ Friday i’m in love, e a claustrofóbica “close to me”. Os clipes da banda também trouxeram impacto e inovação em uma forma de expressão que começava a se fortalecer nessa década: os videoclips.
Além do sucesso inicial, o The Cure, já numa fase mais sombria, o chamado “período negro”, lança a trilogia composta pelos albuns “Seventeen Seconds”, Faith “e “Pornography”, período considerado por boa parte dos fãs como a melhor fase da banda, na qual foram produzidas canções belas e soturnas como “A forrest”, “A strange Day”, “Charlotte Sometimes” e “All cats Are Gray”. Em 1989, o The Cure lança o álbum que é considerado de uma forma mais ou menos consensual o melhor álbum da banda: “Desintegration” que mais uma vez, reafirma o toque gênio de Robert Smith, que consegue transmitir toda a sua angústia para a perfeição das letras belas e tristes que compõem o album, considerado o álbum do ano para a Melody Maker, sendo o primeiro album da banda a atingir o primeiro lugar no Top 10 do Reino Unido.
O The Cure também foi uma dos grupos dos anos 80 que mais produziu e sua trajetória entra pelas décadas seguintes. Sua discografia é composta pelos álbuns Three Imaginary Boys, de 1979; Seventeen seconds, de 1980; Faith, de 1981; Pornography, de 1982; The Top, de 1984; The head on The Door, de 1985; Kiss Me Kiss Me Kiss Me, de 1987; Desintegration, de 1989; Wish, de 1992; Wild Mood Swings, de 1996, Bloodflowers de 2000, The Cure, de 2004 e 4:13 Dream de 2008, além de coletâneas oficiais.
Como outras bandas importantes dos anos 80, o The Cure também enfrentou conflitos gerados pelo consumo de drogas entre os seus componentes, e esses momentos críticos eram refletidos no visual e apresentações do grupo. O The Cure realizou algumas turnês mundiais, apresentando-se, inclusive, em diversas cidades do Brasil. Na atual década, a banda ainda teve fôlego para apresentar novas formações e tentar voltar ao posto de sucesso que ocuparam nos anos 80. O importante é que seus álbuns, além de representar um dos melhores sons dos anos 80, são também uma parte importante do rock produzido até hoje.

